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Sempre abusando de “Semper Reformanda”

Por: R. Scott Clark

As igrejas reformadas têm alguns slogans maravilhosos que são repletos de verdades importantes. Às vezes, no entanto, esses slogans podem ser mal interpretados, mal comunicados e mal compreendidos. Com a possível exceção de Sola Scriptura (a Escritura somente), nenhum desses slogans foi mais frequentemente deturpado com maior prejuízo do que ecclesia reformata, semper reformanda (a igreja reformada, sempre se reformando). De acordo com o historiador Michael Bush, muito do que imaginamos que sabemos sobre esse slogan provavelmente está errado. A frase não é do século dezesseis. Procurei centenas de documentos em uma variedade de línguas dos séculos dezesseis e dezessete, e a expressão ecclesia reformata, semper reformanda não ocorre neles. Nem o termo semper reformanda (sempre se reformando). Certamente, os escritores reformados falaram de uma “igreja reformada” e da necessidade de reforma. Mas homens como Calvino, que publicou um tratado sobre a necessidade de reforma em 1543, não usaram a frase. O ministro reformado holandês Jodocus van Lodenstein (1620-77) usou pela primeira vez algo semelhante a ela em 1674, quando justapôs “reformada” com “se reformando”, mas ele não disse “sempre”.
O teólogo reformado holandês Jacobus Koelman (1632-95) expressou ideias semelhantes e as atribuiu ao seu professor Johannes Hoornbeek (1617-66), que era um estudante do grande Gijsbertus Voetius (1589-1676). Nenhum deles acrescentou a expressão secundum verbum Dei (segundo a Palavra de Deus). A fonte dessa frase é quase certamente o professor do século vinte, Edward Dowey, do seminário de Princeton (1918-2003).
Van Lodenstein e os outros faziam parte de uma escola de pensamento na Holanda que estava intimamente ligada à teologia, à piedade e à prática reformada inglesa representada por escritores como William Perkins (1558-1602) e William Ames (1576-1633). Eles se identificavam como parte de uma “Reforma Adicional” (Nadere Reformatie). Como Perkins, Ames, os teólogos da Assembleia de Westminster (1643-48) nas Ilhas Britânicas e o grande Sínodo internacional de Dort (1618-19), essa escola de pensamento estava preocupada com que a igreja não voltasse ao erro e à escuridão; e desejava que a igreja continuasse a buscar a pureza da doutrina, piedade e adoração.
A frase completa ecclesia reformata, semper reformanda secundum verbum Dei (a igreja reformada, sempre se reformando segundo a Palavra de Deus) é uma criação pós-Segunda Guerra Mundial. Ela teve novo impulso com o teólogo suíço reformado e modernista Karl Barth (1886-1968), que usou variações da frase com alguma frequência. As principais (liberais) denominações presbiterianas às vezes usaram variações dessa frase de maneira oficial.
De fato, a frase é mais comumente entendida como “a igreja é reformada, mas precisa ser mudada de várias maneiras”. Essa frase é frequentemente utilizada como forma de expressar insatisfação com a teologia reformada, tal como foi recebida e expressa pelas igrejas reformadas nas confissões reformadas (por exemplo, a Confissão Belga de 1561, o Catecismo de Heidelberg de 1563 e os Padrões de Westminster de 1648). Assim, em 1967, a Igreja Presbiteriana Unida nos EUA rejeitou o entendimento histórico cristão e reformado de que a Escritura é a Palavra de Deus inerrante (não erra) e infalível (não pode errar). Ironicamente, sob o mal-entendido moderno da frase a igreja reformada, sempre se reformando, a denominação afastou-se da visão reformada e adotou uma visão ensinada pelo anabatista radical Thomas Muntzer (1489-1525), a qual os reformadores conheceram e rejeitaram.
Quando Calvino e os outros escritores reformados usaram o adjetivo reformado, eles não pensaram que era algo que jamais poderia ser realizado. No fim de sua vida, Calvino comentou com outros pastores em Genebra que as coisas estavam bem constituídas, e os exortou a não arruiná-las. Ele e os outros pensavam e falavam da reforma da igreja não como um objetivo inalcançável nesta vida, mas como algo que ou tinha sido ou que poderia ser alcançado, porque eles criam que a Palavra de Deus era suficientemente clara. Ou seja, o que precisa ser conhecido para a vida da igreja pode ser conhecido e, com a ajuda do Espírito de Deus e somente pela graça de Deus, as mudanças poderiam ser feitas (e estavam sendo realizadas) de modo a conduzir a doutrina, piedade e prática da igreja em conformidade com a vontade de Deus revelada nas Escrituras. É por isso que eles escreveram ordens eclesiásticas e adotaram confissões — porque criam que a reforma era uma tarefa grande, mas finita.
Eles não imaginavam que a teologia, a piedade e a prática da igreja reformada segundo a Escritura fosse inerentemente deficiente, de tal forma que precisassem ser incrementadas por outras tradições. Ao contrário de muitos hoje que utilizam essas palavras, os reformados não percebiam a reforma como uma justificativa para o ecletismo, emprestando “um pouco disso e um pouco daquilo” para um “guisado” teológico-eclesiástico. Contudo, eles não eram restritivos. Eles eram católicos (universais) em sua teologia, piedade e prática. Eles buscaram reformar a igreja de acordo com as Escrituras, mas prestaram muita atenção ao modo como os primeiros pais leram e aplicaram a Escritura e, quando essas interpretações resistiam ao escrutínio (sola Scriptura), eles as adotavam ou restauravam.
Outro dos mais perniciosos abusos da expressão semper reformandanos últimos anos é o seu uso por adeptos do movimento autodescrito como Visão Federal. O adjetivo “federal” neste contexto não tem relação com a política civil; antes, se refere à teologia pactual reformada. Os defensores da Visão Federal adotaram esse nome para o seu movimento para destacar a necessidade de mudar a teologia reformada ou recuperar uma versão anterior, dependendo de qual deles você questionar. Eles concordam, no entanto, que toda pessoa batizada recebe uma temporária e condicional eleição, regeneração, justificação, união com Cristo, adoção e assim por diante. Após o batismo, cabe ao cristão fazer a sua parte para reter o que foi dado pela graça. Eles falam sobre a “objetividade da aliança”. Eles normalmente não aceitam a distinção reformada entre o pacto das obras e o pacto da graça, entre lei e graça, ou entre lei e evangelho. Eles rejeitam a doutrina reformada de que há duas formas de comunhão na comunidade da aliança visível (a igreja): interior e exterior. Segundo a Visão Federal, ninguém é finalmente regenerado, eleito ou justificado até o último dia. Eles redefinem ou zombam da compreensão histórica da justificação somente pelo favor divino (sola gratia), por meio da fé somente (sola fide), como “crença fácil”. Como os modernistas que nos levariam de volta aos anabatistas quanto à doutrina das Escrituras, defensores da Visão Federal buscam nos levar de volta à igreja pré-Reforma quanto à doutrina da salvação, e ao fazê-lo, eles usam a expressão ecclesia reformata, semper reformanda.
Quando Calvino e outros, nos séculos dezesseis e dezessete, escreveram sobre a igreja reformada e sobre a necessidade de reformar a igreja, estavam expressando a sua consciência de que, por causa do pecado e dos seus efeitos, a igreja tende à corrupção. Em apenas algumas décadas de recuperação do evangelho da livre aceitação por Deus por meio da fé somente, os protestantes quase perderam essa preciosa verdade na década de 1550. A Reforma pode ser e tem sido alcançada nesta vida, mas não é fácil mantê-la. Na época da Genebra do final do século dezessete, a igreja havia desfrutado do ministério de alguns dos mais corajosos ministros e mestres da Reforma: Guilherme Farel, João Calvino, Pierre Viret, Teodoro Beza e François Turretini, para citar apenas alguns poucos. No início do século dezoito, no entanto, a Reforma estava praticamente extinta em Genebra, e ainda não foi totalmente recuperada.
Há muita verdade no slogan a igreja reformada está sempre se reformando, mas nunca se pretendeu que ele fosse uma licença para corromper a fé reformada. Devemos compreendê-lo e usá-lo como um lembrete da nossa tendência de nos desviar da teologia, piedade e prática ensinadas nas Escrituras e confessadas pela igreja. Certamente as nossas confissões são passíveis de reforma. Nós, protestantes, somos unidos à Palavra de Deus como a carta régia e regra objetiva da fé e prática cristãs. Se alguém descobrir um erro em nossa teologia, piedade ou prática, somos obrigados por nossas próprias confissões e ordens eclesiásticas a ouvir um argumento a partir da Palavra de Deus. Se esse argumento prevalecer, devemos mudar a nossa compreensão ou a nossa prática. Mas não devemos, sob a cobertura desse slogan do final do século dezessete, subverter o que a Bíblia ensina por uma contínua e incessante “reforma” que nos afasta do coração e da alma do que confessamos.
Tradução: Camila Rebeca Teixeira
Revisão: André Aloísio Oliveira da Silva
Original: Always Abusing Semper Reformanda
Irmão Geraldo

Nota de falecimento

Irmão GeraldoInformamos com pesar o falecimento de nosso querido irmão Geraldo. Exemplo para nós de fé e esperança em meio as adversidades da vida. Oremos pelo conforto da família na Esperança da Ressurreição em Cristo.

“Se dessa forma fomos unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua ressurreição.”
Romanos 6:5

Irmão Geraldo

Tolerância ou conformismo ?

potter-1139047_960_720Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

Romanos 12:2

Vivemos dias onde o relativismo nos é imposto como a maneira correta e evoluída de se pensar. Frases como: “Cada um deve buscar e viver a sua verdade”,  “A ética depende do ponto vista” e “o que é moralmente reprovado por você pode ser perfeitamente válido para mim”. Expressões de um tempo onde tudo depende das circunstâncias ou da conveniência de cada um. A noção do certo e do errado se mistura de tal forma que não se sabe mais distinguir uma coisa da outra. O relativismo prega que não existem verdades absolutas e que tudo depende do ponto de vista de quem analisa uma questão.
Do relativismo nasce o conceito do “politicamente correto”,  o qual aparentemente possui como princípios o respeito à diversidade e à liberdade de expressão,  coisas que pelo bom senso, ninguém rejeitaria.  Entretanto, de forma implícita, o “politicamente correto” traz implicações para quem anuncia os valores do Evangelho, na medida em que devemos rejeitar a possibilidade de falar sobre determinados assuntos sob a ótica cristã, pois isso seria inadequado ou “fóbico” (termo predileto pelos ativistas do “politicamente correto”) ou poderia ser considerado um ataque direto às “minorias”. Qualquer discurso contrário as suas ideologias, passa a ser taxado de “discurso de ódio”. O direito constitucional da liberdade de expressão torna-se meramente um detalhe a ser relevado.
A tolerância é a capacidade de conviver com a ideia contrária, com a visão de mundo diferenciada de forma pacífica e civilizada, mas isto não significa adotar uma postura de covardia que lhe impeça de se posicionar frente a fatos e ideias e de repreender a prática deste mundo todas as vezes que for necessário.
Jesus era “politicamente correto” ? Em Mateus 12.34, podemos ver Jesus posicionando- se de forma muito clara e incisiva. Jesus dizia a verdade sem preocupar-se se os homens iriam se ofender ou fazerem “mi-mi-mi” (Lucas 11:45). Em diversas situações, as atitudes de Cristo seriam consideradas hoje como “fóbicas”, “preconceituosas” e “politicamente incorretas”.
 “Não julgueis, para que não sejais julgados”!  (Mateus 7:1). Muita gente tem utilizado este texto para afirmar que não podemos exercer nenhum juízo de valor sobre as atitudes ou ideias alheias. Mas qual o tipo de julgamento que está revelado no contexto ? O Julgamento impiedoso, hipócrita e desprovido da graça, este é o julgamento proibido por Jesus. A bíblia não se contradiz, portanto, o próprio Cristo nos ensinou a avaliar as pessoas pelas suas atitudes  (Mateus 7.16-17) e o apóstolo Paulo afirma que a Igreja haverá de julgar o mundo (I Cor 6:2)
 No texto principal deste artigo, o apóstolo nos convoca a não nos conformarmos com o pecado e o sistema mundano de iniquidade, a pretexto de não sermos “incômodos” ou “inadequados” ou ainda para “preservar nossas amizades”. Entre o “politicamente correto” e o posicionamento como testemunha das verdades do Evangelho, fico com o segundo, lembrando as palavra de  Pedro e dos apóstolos:  “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.” (Atos 5:29)
Pense nisto.
Irmão Geraldo

Ação Missionária em Córrego de São Mateus (RN)

” Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.”  

Tiago 2:17

Neste sábado (22) a Igreja de Cristo em Rosa dos Ventos e a congregação em Vale do Sol realizou uma viagem missionária à comunidade de Córrego de São Mateus , distrito de Boa Saúde (RN).20229136_835191599989590_208425374081695807_n

Levando a palavra de Deus e uma série de serviços a comunidade, como doações de roupas, alimentos e material de higiene, teste de glicemia, pressão arterial, consultas com nutricionista, aplicação de flúor e orientação básica.

Glorificamos a Deus pela disposição dos irmãos para viverem o Evangelho Integral.

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Irmão Geraldo

ICRV 20 anos !

“Tomou, então, Samuel uma pedra, e a pôs entre Mispa e Sem, e lhe chamou Ebenézer, e disse: Até aqui nos ajudou o SENHOR.”  (I Samuel 7:12)

A palavra hebraica Ebenézer significa “pedra de Ajuda” e foi o nome dado ao memorial posto por Samuel para marcar o local onde Deus ajudou Israel a derrotar os filisteus ao norte de Jerusalém. O povo havia voltado a buscar o Senhor e viver segundo a sua direção e Deus concedeu vitória a este povo em meio as ameaças e as lutas.

Da esquerda para direita: Pastor Iremar, Co-Pastor Geraldo e Pastor Deusdedit

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A expressão “até aqui” nos aponta para o passado, afim de que lembremos das diversas situações nas quais Deus agiu em favor de sua Igreja. Quantas dificuldades, perdas, lutas, mas também quantas bênçãos, consolações e vitórias concedidas pelo Senhor. “Até aqui”, não significa dúvida em relação a como será o futuro, muito ao contrário, significa considerar tudo o que Deus fez durante a construção de nossa História enquanto parte da Igreja de Cristo universal, parte do povo de Deus em todos os tempos, assim como foi com o povo de Israel nos tempos de Samuel. É um chamado para crer em todas as promessas de Deus baseado naquilo que ele já fez como prova de seu Amor e de sua Graça.

Preletor convidado: Pastor Francinilson

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Hoje, como Igreja, colocamos um marco para estes vinte anos atuando neste Bairro de Rosa dos Ventos. A Igreja cresceu com a comunidade, enfrentando as mesmas dificuldades e sendo agente de Deus para muitas vidas que por aqui passaram, permanecem ou que acabaram de chegar. Podemos dizer assim como Samuel: “Até aqui nos ajudou o Senhor”. Esta é uma História construída à muitas mãos. Uma História construída também por pessoas anônimas para alguns, mas que certamente deixaram sua contribuição e também foram abençoadas. Cada Pastor, cada obreiro, cada membro, homem, mulher, jovem ou criança colocou parte de si neste grande memorial que hoje celebramos. Este é o nosso Ebenézer construído pela mão de Deus em nós.

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Tenho certeza de que todos aqui nesta comunidade tiveram a oportunidade dada por Deus de aprender a ser Igreja e a viver os valores do Evangelho do Reino. Somos a família ICRV, uma comunidade cristã que coloca a instituição à serviço do Reino de Deus e que busca viver o evangelho integral com dedicação a serviço da vida. Anunciamos as virtudes Daquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz! Certamente até aqui nos ajudou o Senhor e é Ele mesmo quem nos diz: “Levantai-vos e andai porque não será aqui o vosso descanso” (Miquéias 2:10). Renovemos nossas forças no Senhor para continuarmos a ser agência de Deus até a volta de Jesus.

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Parte do Ministério ICRV

ICRV 20 anos

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Orem uns pelos outros !

Se examinarmos o texto que está registrado em  Tiago 5.16 encontraremos a instrução :  “orai uns pelos outros”. O contexto fala de intercessão por cura divina, entretanto, leia na sua bíblia passagens como estas:  1Tessalonicenses 5.25; 2Tessalonicenses 3.1, Efésios 1.15-23; Colossenses 1.9-14  e você irá constatar os pedidos de oração de Paulo, seus agradecimentos pelas orações.

No nascimento da igreja em Jerusalém depois de Pentecostes surge uma característica marcante : “eles perseveravam […] nas orações” Atos 2.42. É certo que nestas orações estão incluídas as intercessões. Mesmo no  período do Antigo Testamento, as intercessões não eram algo incomum. Veja o exemplo do profeta Samuel: “longe de mim que eu peque contra o Senhor, deixando de orar por vós” (1Samuel 12.23). Ele considerava um erro não orar pelo seu povo.

É nossa responsabilidade orar uns pelos outros.  Existem muitas situações nas quais não temos forças nem para orar e precisamos contar com a ajuda mutua em oração. A questão é:  como interceder por outra pessoa ?  Eis algumas diretrizes bíblicas que nos orientam de como orar pelo outro:

Peça iluminação de Deus sobre a vida desta pessoa:

Veja Efésios 1.18-20 Em qualquer circunstância, mesmo sabendo que existe algo especifico do qual esta pessoa precisa, ou o momento pelo qual atravessa, ter a mente aberta por Deus para lembrar-se  de suas  grandes promessas em Cristo, tem um grande efeito sobre nós mudando a forma como enxergamos as tribulações presentes.

Peça para que Deus seja glorificado na vida desta pessoa: 

Nem sempre o aquilo que  desejamos ou pedimos a Deus glorifica o Seu Nome. E se não glorifica o seu nome, também não serve para nossas vidas, pois Deus conhece nosso interior e todos os nossos caminhos. Ele é o Pai perfeito e sabe o que é melhor para os seus filhos. Em João 14.13, Jesus disse: “Tudo o que pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho”. Em todas as circunstâncias ore com para que o Senhor seja glorificado na vida do irmão.

Peça para que seja feita a vontade de Deus

Leia em sua bíblia 1 João 5:14 e você entenderá que a vontade de Deus é soberana. Aquele que tem fé precisa ter esta fé na mesma medida da consciência de que Deus é supremo em seu governo e sobre nossas vidas.

 

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Sétimo Encontro de Obreiros do Ministério de Rosa dos Ventos

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Nos dias DOIS,TRÊS E QUATRO DE JUNHO – sexta,sábado e domingo (pela manhã), será realizado o 7º Encontro de obreiros e obreiras do Ministério ICRV e Congregações. Uma oportunidade para momentos de comunhão, adoração, ministração da Palavra, lazer e descanso.

Tema: Ensinando pelo exemplo

Local : Sítio Paraíso dos Vales (entre Parnamirim e Macaíba)

* Preletora: Irmã Luana – Coordenadora do Seminário da Missão Evangélica Pentecostal

* Público: todos os obreiros e obreiras,esposas de Pastores e demais obreiros e todos aqueles que desejam ser futuramente separados para algum ministério.

* Valor: R$ 100,00 (individual) e R$ 160,00 (casal) – incluindo hospedagem e alimentação

* Além da programação, haverá momento devocional especial para as mulheres.

* Os irmãos que desejarem pagar por cartão de crédito, entrem em contato para verificar as condições.

Maiores informações: Whats Up: 98725-0944

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O que é a graça, segundo as Escrituras

Há várias décadas, no Centro de Estudos Vale Ligonier, enviamos um cartão de Ação de Graças com essa declaração simples: “A essência da teologia é a graça; a essência da ética cristã é a gratidão “. Em todos os debates sobre o nosso papel versus o papel de Deus na santificação — nosso crescimento em santidade — permaneceríamos no caminho certo se nos lembrássemos dessa dinâmica graça-gratidão. Quanto mais compreendermos quão amável Deus tem sido para conosco e quanto mais formos conquistados pela sua misericórdia, mais nos inclinaremos a amá-lo e a servi-lo.

Porém, não podemos entender corretamente a dinâmica graça-gratidão se não estiver claro o que significa graça. O que é graça? Os catecismos que muitos de nós aprendemos quando crianças nos dão a resposta: “Graça é o favor imerecido de Deus”. A primeira coisa que entendemos sobre a graça é o que ela não é — não é algo que nós merecemos. De fato, se isso for tudo o que já entendemos sobre a graça, estou certo de que Deus se alegrará de que sabemos que a sua graça é imerecida. Então, aqui está nossa definição explicativa de graça: é imerecida.

A epístola de Paulo aos Romanos lança luz sobre o que queremos dizer quando afirmamos que a graça é imerecida. Em 1.18 – 3.20, o apóstolo explica que no último dia, pela primeira vez em nossas vidas, seremos julgados em completa perfeição, em total equidade e em absoluta justiça. Assim, toda boca será calada quando estivermos diante do tribunal de Deus. Isso deve provocar temor nos corações das pessoas caídas, pois a condenação é a única sentença possível para os homens e mulheres pecadores: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (3.23).

Mas aqueles que confiam em Cristo Jesus têm esperança, pois se estamos nele por meio fé, fomos “justificados gratuitamente pela sua graça”. Observe que a justificação não é realizada por obrigação, mas gratuitamente pela graça, por causa da redenção comprada por Jesus somente. Não há espaço para se vangloriar, pois não somos justificados por nossas obras, mas somente pela graça, somente por meio da fé. Paulo continua a citar Abraão como o exemplo eminente de alguém que foi justificado pela fé somente e, portanto, livre da sentença condenatória de Deus. Se o fundamento para a salvação de Abraão, sua justificação, foi algo que Abraão fez — alguma boa ação, algum serviço meritório que ele realizou, alguma obrigação que ele cumpriu — se fosse com base em obras, diz Paulo, ele teria algo sobre o que se vangloriar. Mas Abraão não tinha tal mérito. Tudo o que ele tinha era a fé, e essa própria fé era um dom: “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça” (4.3; veja Efésios 2.8-10).

Romanos 4.4-8 é uma passagem chave aqui:

Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça. E é assim também que Davi declara ser bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras: Bem-aventurados aqueles cujas iniquidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado.

Isso é graça. Paulo não poderia afirmá-lo de outra forma. Para quem trabalha, isso é dívida; se você merece alguma coisa, significa que alguém está obrigado a pagá-lo. Se eu contrato você como um empregado e prometo pagar-lhe cem reais caso trabalhe por oito horas, eu devo pagá-lo por trabalhar as oito horas. Não lhe faço um favor ou lhe dou graça. Você mereceu o seu salário. Você cumpriu o contrato, e eu estou moralmente obrigado a dar-lhe o seu salário.

Em relação ao Senhor, nós somos devedores que não podem pagar. É por isso que a Bíblia fala sobre a redenção em linguagem econômica — fomos comprados por preço (1 Coríntios 6.20). Somente alguém — Cristo — pode pagar a nossa dívida. Isso é graça. Não são as nossas boas obras que garantem o nosso resgate, mas apenas as obras de Cristo. É o mérito dele, não o nosso. Não merecemos nada. Ele nos concede o seu mérito pela graça, e nós o recebemos somente pela fé. A essência da graça é a sua doação gratuita e voluntária. Se fosse uma obrigação, não seria mais graça.

A graça nunca deve deixar de nos maravilhar. Deus tem um padrão absoluto, puro e santo de justiça. É por isso que nos apegamos com todas as nossas forças ao mérito de Jesus Cristo. Só ele tem o mérito que satisfaz as exigências da justiça de Deus, e ele nos concede esse mérito livremente. Não o merecemos. Não há nada em nós que suscite o favor do Senhor que conduz à nossa justificação. É pura graça.

E quanto mais entendemos o que Deus fez por nós como pecadores, mais dispostos somos a fazer o que ele exige. Os grandes mestres da igreja dizem que o primeiro ponto da santificação genuína é uma consciência crescente da nossa própria pecaminosidade. Com isso vem, ao mesmo tempo, uma consciência crescente da graça de Deus. E com isso, novamente, o amor e a vontade crescentes de obedecê-lo.

Quando verdadeiramente entendemos a graça — quando vemos que Deus só nos deve a ira, mas proveu o mérito de Cristo para cobrir o nosso demérito — então tudo muda. A motivação cristã para a ética não é meramente obedecer a alguma lei abstrata ou a uma lista de regras; antes, nossa resposta é estimulada pela gratidão. Jesus entendia isso quando disse: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos”. Se eu posso ter a liberdade de parafrasear: “Guardareis os meus mandamentos não porque quereis ser justos, mas porque me amais”. Uma verdadeira compreensão da graça — do favor imerecido de Deus — sempre leva a uma vida de gratidão e obediência.

Por: R. C. Sproul

Pastor da igreja St. Andrews Chapel, na Flórida

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Uma outra visão para a prosperidade

“Ora, muito me regozijei no Senhor por finalmente reviver a vossa lembrança de mim; pois já vos tínheis lembrado, mas não tínheis tido oportunidade. Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.”

Filipenses 4:10 e 11

 

A carta de Paulo aos Filipenses chama a atenção pela ênfase na alegria e no contentamento cristão, sendo chamada por alguns de a “epístola da alegria”. Realmente chama a atenção o fato desta carta ter sido escrita quando Paulo estava preso e na expectativa de receber uma condenação. O texto citado acima revela a alegria de Paulo pelo fato dos Filipenses terem se mobilizado mais uma vez para suprirem a necessidade do apóstolo em um momento de privações assim como o tinham feito quando na sua viagem à Tessalônica.

 A alegria de Paulo se deve primeiramente ao fato de que os Filipenses, através da vida de Paulo, podiam exercer a generosidade como característica de filhos de Deus e desta forma, apresentar a Deus um sacrifício de “aroma suave” (como nas ofertas do Antigo testamento). O significado da palavra “reviver” usada no texto está relacionado com uma planta que brota novamente e nos remete a uma manifestação de amor que se releva mais uma vez, através de uma demonstração de generosidade materializada em bens, da mesma forma que uma nova planta surge da terra e se revela ao exterior.

Entretanto, Paulo revela que a sua alegria não está condicionada apenas a satisfação de sua própria necessidade. Paulo utiliza a expressão grega autarkes, traduzida aqui como contentar-me. Esta expressão muito utilizada pelos estoicos da época de Paulo (que entre outras coisas, ensinavam a necessidade de dominar as emoções nas diversas situações) está relacionada a capacidade de se manter independente das circunstâncias externas e de não ser afetado emocionalmente por elas. Na visão do estoicismo (fundado por Zenão de Cítio, 300 a.C.) o homem deve disciplinar-se afim de se adaptar as variáveis da natureza.

A grande diferença entre Paulo e os estoicos é que Paulo não acredita possuir suficiência em si mesmo; o que ele enfatiza é que a experiência de vida no evangelho lhe ensinou que em todas as circunstâncias, tanto nas favoráveis como nas desafiadoras, Deus sempre lhe proporciona o suficiente para sua sobrevivência tanto física quanto mental. Ele aprendeu que não são as circunstâncias que determinam a sua relação com Deus, mas a fé de que Deus nunca o abandonará.

Vivemos em uma época onde o grau de felicidade de uma pessoa é medido pelo que ela possui. Ser bem sucedido materialmente é ser feliz. Somos identificados e classificados de acordo com o que vestimos, comemos, com os lugares que frequentamos e com as pessoas com as quais nos relacionamos. Hoje tudo é relativo a fatores externos. Paulo está nos afirmando que a sua alegria não depende de pessoas, fatos ou circunstâncias externas. Sua satisfação interior vem da consciência de que a sua relação com Cristo determina quem ele é e que, embora o apóstolo não ignore a necessidade de se relacionar com o mundo natural e com as pessoas, ele possui um fonte interior de satisfação e de contentamento. O exemplo de Cristo nos liberta do engano do ter para ser e nos leva à consciência de quem nós somos em Deus. Passamos a entender que somos o resultado da Graça de Deus em nossa vida e é isto o que nos faz passar por todas as circunstâncias com contentamento e rejeitando a inquietação.

A atitude dos Filipenses em ofertar para a obra de Deus, aqui representada em Paulo, o missionário, está alinhada com o testemunho do próprio Paulo sobre a generosidade da Igreja da Macedônia (II aos Coríntios 8). Essa generosidade brota da pobreza e supera a própria necessidade para abençoar a outro.

A verdadeira prosperidade não está condicionada à circunstância. Ela está relacionada com a capacidade de contentamento e gratidão. Quando no pouco, ela se revela na fé de que o Senhor providenciará o necessário. Na fartura, ela se revela na consciência de que não é necessariamente a abundância que confirma a aprovação de Deus e que o excedente não deve ser usado para ostentação e sim para abençoar vidas que estão na escassez. Em qualquer circunstância, a generosidade supera a necessidade e isto se manifesta como oferta agradável a Deus, Aquele que não precisa de nada, nem de ninguém, mas que se coloca no lugar do necessitado ao qual temos a oportunidade de manifestar nossa generosidade e assim oferecer como que ao próprio Deus.

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Jesus iria a uma “campanha de vitória”?

Por Luiz Fernando dos Santos

“Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas” (1 Pedro 2.21)

A vida cristã não se resume em seus postulados, em suas doutrinas, em sua ética ou em sua liturgia. Essas coisas são importantes, são partes inerentes do todo da vida cristã. Contudo, nesses dias em preparação para a Páscoa nada é mais importante do que nos voltarmos todos para os essenciais de nossa fé.

Ser cristão é seguir e imitar o exemplo de Jesus. O discípulo fala o que ouve do seu mestre, imita as suas ações, redefine-se a partir daquilo mesmo que encontra no caráter na personalidade do mestre. Não se trata de aprender belas lições de vida, de haurir uma sabedoria arcana, saber interpretar a própria sorte à luz de conhecimentos psicológicos e etc., ainda que em algum momento isso possa acontecer e até servir para alguma coisa, não é disso que trata o discipulado.

Todos os cristãos são convocados para a cruz. Todos, sem exceções, somos convocados a abraçar a cruz do seguimento de Cristo, numa vida de negação ao nosso ego inchado e doentio, no exercício cotidiano da paciência e da humildade, saindo de nosso “ensimesmamento” e abrindo-nos aos outros em amor e serviço.

Por que as campanhas são sempre de vitória e não de abnegação?

Os cristãos parecem estar esquecendo essas verdades fundamentais. Por que você não encontra igrejas – em especial essas midiáticas, com grandes impérios de comunicação social ou com presença quase onipresente na TV brasileira e mundial –, fazendo uma campanha com o slogan: “40 dias assumindo a sua cruz com alegria e mansidão”, ou então: “Semana poderosa de abnegação de si mesmo e desapego em favor do pobre”, ou quem sabe “Grande reunião de oração por humildade e amor sacrificial”? As campanhas dizem respeito às chamadas vitórias que nada mais são do que a negação da cruz, a busca desenfreada de satisfazer o ego cobiçoso, o desejo doentio de buscar segurança nos bens, nas posses e a tentação de se manipular Deus pondo-o a prova.

Jesus Cristo no episódio do evangelho de Mateus, capítulo quatro, foi convidado por Satanás a realizar e frequentar campanhas parecidas com essas que vemos todos os dias por aí. Foi convidado a sacudir o jugo da obediência ao Pai que pelo Espírito Santo o havia conduzido para o deserto. Foi instado a abandonar essa cruz da confiança, dependência, submissão e satisfação nos planos do Pai e sacrificar no altar do imediatismo e do pragmatismo a sua relação de filho amado. O diabo também convidou Jesus para a campanha de “reivindique seus direitos de filho e coloque o Pai à prova, coloque Deus numa situação e limite, e você verá que Ele não pode trair, vai ter que cumprir a sua palavra”. Jesus respondeu dizendo que não tentaria a Deus. Não faria chantagem, não negociaria as condições da obediência, não seria leviano a ponto de supervalorizar a sua vida e condição em face da vontade de Deus. Recusou-se a querer tornar Deus refém emocional de suas carências e não pulou do pináculo.

Como Jesus resistiu a uma “campanha de prosperidade”

E por ultimo, não satisfeito ainda, o diabo propõe nova campanha, dessa vez, uma campanha explícita de prosperidade. Mentindo, oferece o que não pode dar e que nem mesmo o Senhor havia oferecido, promete a glória desse mundo, poder, riqueza, dominação, status, reconhecimento, fama. Jesus não cede. Jesus não se curva aos ídolos desse mundo – a trindade dinheiro, prazer, poder – e não se curva diante daquele que está por traz deles para mentir, matar, roubar e destruir sempre apelando para a cobiça tácita do coração humano.

Jesus saiu vitorioso dessas tentações. Jesus suportou a cruz daquele teste a que foi submetido pelo Pai. Estrategicamente o diabo se retirou e mais tarde, voltaria a novas cargas para que Jesus recusasse a cruz, agora aquela de madeira, tenebrosa, horripilante da maldição de Deus. Foi tentado a descer da cruz. Foi zombado como médico que a outros pode curar e a si mesmo não pode salvar. Jesus permaneceu na cruz que carregou durante toda a sua vida. Negou-se. Não negou, porém o amor. Sacrificou-se para dar vida. Feriu-se para curar. Em tudo confiou no seu Pai e não cedeu à tentação do mal. O caminho do discipulado e a preparação para a Páscoa se encontram justamente aqui, no carregar a cruz todos os dias e no seguir a Jesus.

• Luiz Fernando dos Santos é Ministro da Igreja Presbiteriana Central de Itapira.