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Do extremismo ao amor

“E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz hamas-blog-300x205que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões.” Atos 9:3-5

O que é fundamentalismo ? fundamentalismo é um termo que surgiu nos Estados Unidos, entre  o final do século XIX e começo do século XX para descrever um movimento Cristão formado por algumas denominações com o objetivo de rejeitar qualquer interpretação ou análise das Escrituras que não fosse literal. Para os fundamentalistas, não é possível, em hipótese alguma, interpretar as Escrituras dentro de nenhum contexto histórico ou científico,ou seja, elas não podem ser avaliadas segundo às circunstâncias da época ou face a distância relativa à modernidade. O termo original então, refere-se ao fundamentalismo religioso, o qual é incapaz de entender que a conciliação dos textos sagrados, naquilo que é possível, com as ciências humanas, não invalida a essência da mensagem bíblica e nem a revelação de Deus.

Com o passar do tempo o termo fundamentalismo foi aplicado a qualquer grupo religioso ou não, que não admite que suas crenças possam ser discutidas ou reavaliadas. Em certo sentido, se você tem princípios (fundamentos), sejam eles religiosos ou não, dos quais você não abre mão, podemos afirmar que você é fundamentalista. O texto acima fala de Saulo, um fariseu ( ou seja: pertencente a um grupo defensor da Lei Mosaica e dos textos proféticos), zeloso e destacado entre seus contemporâneos. Saulo era um fundamentalista, porém mais do que um fundamentalista, ele era um extremista. Ser fundamentalista em si, não é algo ameaçador ou danoso a ninguém, porém um extremista é alguém que transforma fundamentalismo em intolerância, utilizando da violência (seja qual for a forma em que ela se apresente) para subjugar ou eliminar qualquer um que pense diferente.

O extremismo nos leva ao fanatismo ideológico ou religioso, ele nos torna incapazes de enxergar as virtudes alheias, nos dá a falsa convicção de que somos donos da verdade e nos torna amargos e insensíveis ao sofrimento alheio. Ele retira de nós a capacidade de autocrítica e de reavaliação e nos leva a uma cegueira mental onde não conseguimos distinguir a mentira da verdade. Me preocupa muito, o surgimento de grupos cada vez mais radicais em todos os seguimentos da sociedade atual, no contexto no qual nossa nação está inserido. Não existe espaço para uma discussão aberta e honesta das idéias. As pessoas estão polarizando o pensamento e não há espaço para ouvir o outro, não há espaço para o contraditório. Chegamos a um ponto onde o erro é justificado pelos objetivos, onde pertencer a um grupo é credencial para cometer qualquer barbaridade em nome de um ideal. Impossível não citar o velho Maquiavel: “Os fins justificam os meios.” A autocrítica tornou-se uma prática inexistente.

Saulo teve um encontro com a Verdade arrebatadora de Cristo e isto provocou uma espetacular mudança mental. Uma mudança tão fantástica que transformou um extremista em um pregador do amor, um intolerante em um homem com uma capacidade extraordinária de compreender o próximo e doar-se inteiramente por ele. Saulo agora é Paulo, o maior missionário de sua geração, o homem que descreveu de forma eterna o amor de Deus no capítulo 13 da  Primeira Carta aos Coríntios. Deseje encontrar-se com a Verdade de Cristo, verdade que desfaz toda a nossa pretensão de subjugar o outro, toda a vaidade de se supor superior e que nos livra da cegueira do extremismo. Permitindo-nos enxergar o mundo de forma livre e sincera, guiando-se por uma fé que abraça, uma fé que aponta o caminho da salvação mas que não discrimina e que não agride.

 

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Inimiga íntima – libertando-se da mentira

  “Deus não é o homem, para que minta…”

   Números 23 : 19

O homem que declarou estas palavras, obteve uma revelação importante sobre o caráter de Deus, através de uma experiência pessoal com Ele. Balaão percebeu uma diferença assombrosa entre o natureza humana e a Divina: Deus não pode mentir,  a essência de todos os seus atos e propósitos é a verdaMentira-31de.

A mentira está presente na natureza humana desde o começo da sua história. Desde a sua queda, o homem passou a utiliza-la como instrumento de suas relações. Por que mentimos ? mentimos para fugir das situações embaraçosas, para não enfrentarmos consequências de nossos atos e palavras ou  para sustentar nossa imagem diante da sociedade e que na verdade não corresponde a quem realmente somos. Usamos a mentira na tentativa de esconder nossas fragilidades e deficiências, nossa ganância e luxúria.

Os governos e organizações em toda a História, utilizaram a mentira como instrumento de manipulação das massas. “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”, Já dizia Joseph Goebbels, político alemão chefe da propaganda nazista, um dos “mestres” na arte de mentir. Utilizando-se de “meias verdades”, que nada mais são que uma forma sofisticada de mentir (assim como a omissão e o pretexto), líderes e liderados enganaram multidões e as exploraram através da “mentira institucional” utilizando muitas vezes o pretexto de que ela é necessária para garantir a governabilidade e a ordem pública.

Alguns estudiosos defendem a mentira como “necessária” ao equilíbrio da vida em sociedade. É a famosa “mentirinha branca”, a “mentira nossa de cada dia” e que nos ajuda a manter o bom relacionamento e nos tornar “agradáveis” em nossas relações pessoais e profissionais. Nesta ótica, a mentira só se torna prejudicial quando o sujeito passa a utilizar da mesma de forma compulsiva. Mas, a realidade mostra que, seja ela “grande” ou “pequena” a mentira sempre cobra seu preço. A corrupção, miséria, violência e a instabilidade gerada pela desconfiança são os frutos malignos dela. A mentira produz as separações conjugais, as quebras de aliança, a exploração alheia e a desarmonia social.

A Palavra de Deus nos revela que a mentira tem pai e o pai da mentira é o Diabo (João 8:44), não pode existir acordo entre o cristão e ela, pois, se não temos NENHUMA relação com seu pai, também não temos com a filha. A maior mentira que o inimigo quer que você acredite é que mentir é uma coisa normal até necessária. Mas Jesus (aquele que é chamado de Caminho, VERDADE e vida) lhe diz :”Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.” (Mateus 5:37). A única maneira de se libertar da mentira é viver a verdade: fale a verdade, viva a verdade, rejeite as “meias verdades”, não entre na omissão, quando o momento exige que você se posicione. Mostre de quem você realmente é filho.