Discípulos de todas as nações

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discipulos-grande“Não é o discípulo mais do que o mestre, nem o servo mais do que o seu senhor.

Basta ao discípulo ser como seu mestre, e ao servo como seu senhor.”

Mateus 10:24-25

 

A missão de Jesus sempre teve caráter universal. Sua obra implantou na terra um evangelho sem limites: sem limites geográficos, étnicos, nacionalistas ou temporais. Escolheu discípulos para que estes dessem frutos, gerassem novos discípulos em uma progressão geométrica que alcançasse todos os confins da terra. Este é o evangelho genuíno e o discipulado verdadeiro. Ao longo do tempo, muitos tem tentado distorcer esta verdade, apropriando-se de forma indevida e tentando fazer dos ensinamentos de Jesus seu tesouro particular ou fonte para receber benefícios próprios e quem quiser desta fonte, deve pagar por isto ou se submeter às regras de um “líder” para ter o “direito” de participar deste grupo de privilegiados.

 

O discipulado de Cristo é livre. Certa vez, os discípulos viram um homem que expulsava demônios em nome de Jesus, e proibiram o homem de fazer obras em nome dele, pelo fato deste homem não fazer parte do “grupo” dos doze. Jesus determinou a seus discípulos que anulassem a proibição ensinando-os que é impossível que alguém que esteja vivendo na graça de Deus possa agir de forma contrária a ela. Os milagres estavam acontecendo no ministério daquele homem desconhecido, pelo fato dele ter ouvido as palavras de Cristo, crido nestas palavras e ter decidido viver segundo elas. O resultado é que agora ele anunciava o evangelho com poder e operando milagres. Jesus disse a seus discípulos que quem não era contra eles era por eles. Se Cristo tivesse uma ideia exclusivista a respeito do evangelho, certamente o evangelho não teria sequer alcançado uma ínfima parte do que alcançou até hoje.

 

Para viver o discipulado no modelo de Jesus é necessária uma postura acolhedora e livre de preconceitos. Isto não significa conivência com o pecado e nem ingenuidade para não perceber que muitos são realmente enganadores e inimigos do evangelho. Entretanto, o modelo de Jesus se dispõe a fazer um discípulo até de um traidor como Judas ou de um covarde como Pedro. Neste modelo, precisamos apenas ser como o nosso Mestre, não nos cabe determinar quem a graça de Deus vai alcançar ou o que as pessoas farão com aquilo que aprenderam através do nosso ensino. Somos multiplicadores da semente e não donos dela. Somos agentes da graça e não administradores da mesma. Que sejamos motivados com a alegria de fazer discípulos, não prosélitos. Que possamos gerar pessoas a imagem e semelhança do Mestre e não de nós mesmos, pois como diz a canção do Grupo Logos, somos “apenas servos, nada mais..”

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