Somos todos Charlie Hebdo ?

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Por isso naquele dia chamaram Gideão de “Jerubaal”, dizendo: “Que Baal dispute com ele, pois derrubou o seu altar

Juízes 6:32

Eu não sou Charlie Hebdo. Pois sei a Quem eu sirvo, tenho consciência da grandeza de Deus. Além disso, respeito a fé dos outros ainda que a considere equivocada. Porém, entendo que somente Deus pode julgar nossas atitudes e que o livre arbítrio é uma característica poderosa, concedida por Ele para cada ser humano utilizá-la tanto para o bem, quanto para o mal. Os cartunistas do Jornal “Charlie Hebdo” usavam sua liberdade de expressão para produzir charges de mal gosto com a finalidade de ridicularizar a fé alheia.

O versículo citado acima, ilustra o livre arbítrio. Gideão havia derrubado o altar do deus daquelas pessoas, mas no fim, ao invés de matarem a Gideão, decidiram que o deus deles é que deveria julgá-lo. Gideão derrubou o altar de Baal na casa de seu próprio pai, por entender por revelação do único Deus verdadeiro que baal era apenas um ídolo de pedra. Aqueles que criam em baal e se sentiram ofendidos, aceitaram o conselho do pai de Gideão que, se baal é realmente o Deus verdadeiro, que ele julgasse a Gideão. Cremos em um único Deus verdadeiro e que como diz Paulo em Gálatas 6:7  não permitirá ter seu nome zombado para sempre e que cobra do homem o uso do seu livre arbítrio. Ele é misericordioso  mas julgará a cada um conforme suas obras. Deus não precisa da minha defesa, como servo dele a minha tarefa é tão somente anunciar sua misericórdia e sua justiça.

Aqueles homens assassinados eram blasfemadores, Paulo também o foi (I a Timóteo 1:13), os terroristas que os mataram, eram homicidas, Paulo aprovou o assassinato de Estevão (At 7:58). Ele foi transformado pelo impacto de seu encontro com Jesus e qualquer pessoa também poderá ser. Cristo morreu pelos seus carrascos, morreu pelos injustos, blasfemadores e homicidas. Todas estas pessoas tiveram durante seu tempo de vida a chance de serem alcançados pela misericórdia de Deus, mas preferiram o caminho do deboche ou da violência.

Certa vez (Lucas 9:55-57), os discípulos de Jesus ficaram furiosos, pois foram tratados de forma preconceituosa pelos samaritanos quando Jesus os havia enviado para pedir pousada nesta aldeia. Os Samaritanos se negaram a acolhê-los pois perceberam que eram Judeus.Os discípulos tiveram uma reação violenta, mas Jesus os repreendeu dizendo que veio salvar os homens e não destruí-los.

Que possamos anunciar a mensagem do Evangelho da paz, um evangelho que abre os braços para todos. Não nos cabe julgar ninguém, nem mesmo o próprio Cristo fez isto (João 12:47-48), apenas anunciar o Evangelho do reino, pois ninguém se converterá pela força: “Esta é a palavra do Senhor para Zorobabel: ‘Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito’, diz o Senhor dos Exércitos. Zacarias 4:6

 

 

 

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